26/05/2022
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Os assassinatos em Manaus vêm ocorrendo à luz do dia e em um ritmo preocupante. Atribuir os crimes a  luta entre facções pelo comércio e tráfico de drogas  é encarar o problema sem a seriedade que o caso requer. E  parece cômodo.  De um lado, serve apenas para  justificar a ausência de uma policia dotada de efetiva capacidade de investigação  criminal de chegar aos culpados e, mais importante, com as provas cabais que balizarão eventual decisão judicial  de manter preso ou libertar o acusado (ou acusados) nas audiências de custódia.

Quando um juiz mandar libertar um suspeito, o faz em cima do que a policia investigou.

Depoimentos contraditórios, testemunhas suspeitas, falha na coleta de provas resultam no aforismo: “polícia prende, juiz solta”.

Esse ditado é a inversão da verdade – aquela que não se sustenta quando checada e colocada à prova.

Mas para além desse fato – que é raro porque são poucos os presos na flagrância de um crime – afinal é só lembrar que apenas este ano 300 assassinatos foram registrados em Manaus; outros  2,5 mil entre 2019 e 2021, e poucos os suspeitos presos – cabe indagar se por trás de 98% dos crimes houve de fato a presença ostensiva das organizações criminosas? O que tem sido feito para reduzir a ação desses grupos? Nada.

É notório que ocupam espaço em todos as cidades e têm projeto de poder. É inegável que vêm desempenhando, ao longo dos anos, papel “relevante” no processo eleitoral, agindo nas sombras das igrejas e no escurinho de algumas campanhas.

Devem ter um desempenho maior nas eleições deste ano, não se  sabe em que nível, mas sabe-se (e as autoridades têm conhecimento disso), que dispõem de recursos financeiros e armas para, de um lado, patrocinarem candidatos e, de outro, amedrontarem a população.

A segurança das eleições não reside apenas na questão se as urnas precisam ou não ser periciadas, auditadas.  Reside em não permitir que o eleitor sofra pressões de qualquer ordem para votar neste ou naquele candidato. Mas ninguém, ao que aparece, está interessado em avaliar esse problema – que é o maior risco à democracia hoje, pois  quem mora na periferia  das grandes e médias cidades já vive sob toque de recolher e sujeito à limitação da liberdade.

lucas

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